Coronavirus vs Religião

A realidade chega e esmaga qualquer ideologia, qualquer crendice, qualquer religião.


A realidade não respeita dogmas, não leva em conta se é judeu ou muçulmano, católico ou protestante, candomblé ou wicca.

Ela chega pra todo mundo. E se você não estiver preparado, você dança!

O coronavirus escancarou não só a inutilidade da religião, como também seus aspectos negativos, visto que inúmeras pessoas se contaminaram em cultos religiosos.

Aceite: a única coisa que pode nos tirar dessa enrascada é o conhecimento. A ciência, fruto de enorme trabalho de muitas pessoas, é a única que pode achar a cura, vacina ou tratamento para essa doença.

Os líderes religiosos vão, no máximo, enriquecer as custas do sofrimento alheio.

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Professor pedófilo tinha bíblia com fotos de crianças

“…Durante a prisão do professor de futebol de projeto social em Três Lagoas, a polícia encontrou uma bíblia com fotos de crianças e várias conversas de cunho sexual entre o suspeito e adolescente.

Bíblia continha fotos de vários meninos na contracapa (Foto: Divulgação Rádio Caçula)

Preso preventivamente pelo abuso de aluno de 10 anos, o homem mantinha quatro perfis no Facebook, que segundo a investigação eram usados para conversar com as vítimas nas redes sociais. …”

A policia encontrou também brinquedos na casa do pedófilo.

Brinquedos e chuteira apreendidos na casa do suspeito (Foto: Divulgação Rádio Caçula)

Até a “palavra de Deus” é usada como uma “Playboy de Pedófilo”.

Fonte: Campo Grande News

Encontro de casais – uma experiencia triste, mas motivadora!

Nota

Esse texto deveria ter sido publicado em 2015, mas por algum motivo ele ficou no rascunho até hoje. Mas como esse texto é um relato de algo que aconteceu comigo, continua válido até agora.

Vou posta-lo como foi escrito na época. Agora já estou casado e muito feliz. Esse texto se passa pouco tempo antes do meu casamento, que foi em julho de 2015.

 

Contexto

Em breve me casarei e, por questão de desejo, sonho de ver a filha com vestido de noiva, etc, o casamento será na igreja.

Mas, se é pela realização dos sonhos de todos, inclusive da noiva (que é uma católica), vamos fazer esse sacrifício…

Para que o casamento ocorra, são necessários alguns documentos e um deles é o certificado de que você cursou um “encontro de casais católicos” (não, não é de swing cristão… (será que existe swing cristão? o.O)).

Enfim…

O encontro

Fomos até a igreja (e fazia muitos anos que eu não via ao vivo o “senta, levanta, ajoelha e da o dízimo” na missa). Após a missa, nos dirigimos à sala onde ocorreria o encontro e havia um casal com violão e muitas folhas…

Música

Houve uma pequena apresentação das pessoas que apresentariam o “curso” e logo fomos para as músicas.

Quanto a letra das músicas… nem vou comentar. Música católica, tocadas com violão e cantada por um casal, em dueto as vezes.

“♪♫Louvemos ao senhor♫♪” e todo aquele bla bla bla insuportável.

As primeiras músicas precisavam ter coreografias simples, gesticulando com os braços, pra simbolizar o amor do casal, enfim, aquela coisa toda.

Felizmente essa coisa da coreografia foi rápida, mas teve musica por todo esse encontro…

Carinha X

Chamo-o de carinha X porque não sei se ele era padre, se era uma pessoa comum falando, se trabalhava na igreja, etc.

Ele meio que era o “conselheiro” e dava conselhos sobre respeitar o outro, ouvir a pessoa, etc.

Coisas que, a meu ver, são o MINIMO que eu espero de uma pessoa “normal” que nasça em nosso contexto atual (civilizada).

Aquelas dicas (e praticamente todas as outras que foram passadas neste encontro) só seriam realmente uteis para pessoas que não tem empatia alguma, não respeita os outros, enfim… pessoas totalmente “sem noção”.

Interpretação da história de transformar a água em vinho

Esse cara começou a contar a historia da festa onde Jesus transforma a água em vinho.

Segundo o carinha X, o vinho simbolizava a alegria (até que faz sentido… 😛 ).

Depois veio todo o malabarismo hermenêutico pra contextualizar Jesus e Maria como se representassem o homem e a mulher num relacionamento.

Como ele mesmo disse, Jesus e Maria representavam “Adão e Eva”! :O o.O ;D (crentes e suas manias de interpretar as coisas da forma mais esdruxula e engraçada possível!)

Crise de casais

Resumindo a “interpretação”, basicamente ele disse que o homem (representado por Jesus) precisa escutar o que a mulher (Maria) diz, pois juntos são como uma unica pessoa, etc.

Ou, conforme o exemplo que ele deu: “O homem é a cabeça e a mulher é o pescoço”!

Depois fez um longo monologo dizendo que um precisa ser o suporte do outro, um ajudar o outro, etc.

E que as crises surgem no casamento quando não se tem respeito, etc.

“Milagre” no encontro

Depois de falar por “milhões de minutos” (essa era a minha sensação) ele pegou uma jarra com um suporte que cobria o fundo da jarra e fez ali o milagre de transformar água em vinho (no caso, vinho = suco de uva Tang), pra simbolizar a alegria do matrimonio ou coisa que o valha.

Depois teve mais um falatório e foi para as músicas chatas. 

O depoimento do primeiro casal

Chega a hora do depoimento do primeiro casal.

A fala desse casal pode ser resumida em:

  • Ele falando que Jesus precisa entrar na sua vida;
  • Ele perguntando pra sua esposa sobre a vida de casado e ela dizendo, com um ar de “desanimo”: “É difícil…” (e nessa parte usei minha poker face pra esconder as gargalhadas internas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk );
  • Ele falando que Jesus precisa entrar no seu coração (frase que o Datena adora);
  • Que “Cristo faça parte do casamento de vocês” ( poliamor? 😛 );
  • Rezem muito!

Depois foi para a música novamente…

E o casal continua falando as mesmas coisas com outras palavras.
Depois foi mais música… (dessa vez com os casais se olhando nos olhos)
E o casal continua falando as mesmas coisas com outras palavras…
E mais musica… (quase que ad infinitum)…
E depois de muita repetição, foram feita umas 3 orações, todos com as mãos dadas, em circulo, tipo ritual wicca! 😛

Como eu estava apenas observando, percebi que pelo menos dois homens e uma mulher também não estavam nessas “rezas”.

Me senti menos “estranho no ninho” vendo eles e senti um tiquinho de esperança a mais na humanidade! 😛

E ai… chegou o…

Padre Português

Esse padre…

Sotaque

Se muitas vezes eu tenho dificuldade de entender pessoas com sotaques diferentes do meu aqui no Brasil, imagina de um cara de Portugal?

O cara esta falando sandices com “ora pois” no meio! Cômico e trágico ao mesmo tempo.

Eu realmente estava atento lá (afinal de contas, não é todo dia que eu dou uma de ovelhinha adestrada) e tive muita dificuldade pra entende-lo. Imagina o pessoal que acordou mais cedo pra assistir a missa, etc!

Um dos caras dormiu praticamente o encontro todo, mesmo com sua namorada constantemente acordando-o… e eu o entendo!

“Casais sem filho vivem em pecado”

Sim… ele falou isso.

Ele falou muita coisa sobre o sacramento do matrimônio (praticamente repetiu o que os outros tinham falado, mas agora com sotaque português).

E depois de falar isso ele disse que, após o casamento existe a lua de mel (que pelo que ele disse tem o mesmo nome em Portugal) e é neste momento que o matrimônio é “consumado”!

PORRA!

Essa merda de instituição retrógrada quer interferir até na noite de núpcias do casal???

E que um filho é esperado pois, um casal sem filho é um casal em pecado!!!

Cara… que vontade de falar umas poucas e boas pra esse tonto!

Onde esta a responsabilidade dele?

E se o casal não tiver condições de cuidar de uma criança?

Onde entra o planejamento familia? Não existe pra esse imbecil?

E se o casal não puder ter filhos?

E se o casal não quiser ter filhos?

E a superpopulação?

Padres em geral são figuras medievais que sobreviveram e continuam por aí pregando sua mitologia medieval.

Pararam no tempo e só sabem repetir o que lhes foi ensinado na época da quase “teocracia cristã européia”.

Eles vivem uma realidade só deles, longe da “realidade real” e tentam trazer para o mundo real sua visão idealizada de realidade, sendo que essa não tem interface alguma com nosso contexto histórico atual.

Voltando…

Ele disse palavras parecidas mais umas duas ou três vezes ao longo de seu discurso.

Homofobia

No meio de seu discurso ele disse que o mundo tem desafios, “ruídos”, e que os casais devem resistir a eles.

E ele citou uma notícia onde um casal de homens adotou um bebê e ele disse:

“Se eles forem batizar o bebê, quem eu chamarei de ‘mãe’?”

Eu achei que era piada, mas não foi…

Como uma pessoa que nasceu no século 20 e vive no século 21 pode ter um pensamento tão preconceituoso e irresponsável assim?

Será que ele não percebe que ele é tido como uma “autoridade” ali e é um exemplo para as ovelhas que o seguem?

Será que ele não percebe que os jovens presentes ali tem fé em sua pessoa e respeitam suas palavras e atitudes?

Será que ele não percebe que pode estar ajudando a formar jovens homofóbicos dessa forma?

Ah é… ele é só um padre… que vive em seu mundinho de faz de conta!

E ele falou isso mais uma vez, algumas horas depois, mas levou uma “patada” da agente de saúde!

Saúde

Chegou uma enfermeira que, logo de cara mostrou ser católica (e eu desanimei) mas ao longo de suas explicações mostrou ser a menos fanática e mais ligada a realidade naquele recinto repleto de infectados pelo vírus da fé.

Falou sobre o aparelho reprodutor de ambos os sexos, higiene, prevenção de doenças e métodos contraceptivos.

Das coisas apresentadas neste dia, a única que valeu a pena foi essa pois, apesar de ser informações básicas, MUITAS PESSOAS NÃO SABIAM DAQUILO!

Tinha gente que não sabia o que significava a palavra “vulva”!

Ou estavam com vergonha e não disseram.

Me assustei com a ignorância que alguns demonstraram ter (e eram todos jovens, da era do google, do smartphone, etc).

Em toda a explicação sobre saúde, o padre estava presente.
E foi interessante ver a cara de bunda dele em muitas partes.
Foi mostrado para todos alguns tipos de preservativos e, alguns passaram na mão do padre.
Ele ficou impressionado com a “camisinha feminina”! Nunca tinha visto!
E também ficou curioso com a camisinha masculina.

E eu pergunto: como ele pode ser contra algo que ele sequer conhece?

Coisas que só a religião faz com você!

No fim da apresentação de saúde, depois de algumas dúvidas do pessoal serem respondidas, o padre começou a falar que gostou da apresentação e que aprendeu com ela, etc (eu tinha aprendido aquilo na quarta série! E revisto tudo aquilo ao longo da vida toda!).

E que era importante para que as pessoas se atualizassem, pois o mundo esta mudando, etc.

E depois de alguns comentários ele repetiu a historinha do casal gay e a mesma pergunta.

Foi aí que a enfermeira ganhou uns pontinhos comigo.

Ela disse algo como:

“E eu não vejo problema nenhum nisso. Qual o problema? O próprio papa já mudou esse discurso quanto aos gays. Não vejo problema algum.”

O padre teve que improvisar e dizer que os clérigos precisavam se adaptar a essa nova realidade, etc.

Essa enfermeira, por ser uma pessoa mais instruída, sabe que esse tipo de dialogo sendo feito com jovens é perigoso. O que o padre fez basicamente foi incitar o preconceito, a desinformação e até a homofobia.

Como um cidadão desses tem a coragem de querer ditar o que as pessoas podem ou não podem fazer?

Ele sequer respeita a diversidade!

O cara vive num mundo de fantasias e quer arbitrar o mundo real com as regras desse mundo utópico!

Se for pra propagar a ignorância e o preconceito É MELHOR SE MANTER CALADO, SEU PADRE MALDITO!

Depoimento do segundo casal

E ai veio a parte final desse encontro, com um casal que, diferente dos outros, é um casal de “católicos carismáticos”.

Na pratica, eles se parecem com os pentecostais evangélicos (só faltou sair girando no reteté de Jeová! 😛 ).

Esse casal (principalmente o marido) contou sua vida, das dificuldades, etc, e partiu pra parte do “o que o casal tem que fazer para ser feliz”.

E foi muito chato.

Ficou com aquela pregação tipo de pastor evangélico… repetitivo, chato, etc.

O que o padre disse e depois “desdisse” sobre os gays, o marido deste casal disse 10 vezes pior!

Além de toda a “pregação quase evangélica” que esse otário fez, ainda proferiu frases como “…o casal tem que rezar…”, “…deus não gosta de casais homossexuais…”, “…isso é errado…”, (se referindo ao relacionamento homo), “… Esse negócio de homem com homem, mulher com mulher não existe…”, “…casal gay não é casal pra deus…”, etc.

De longe, foi a parte mais chata e homofóbica desse encontro.

E esses, que deveriam ser um exemplo para outros, se transformaram num exemplo a não ser seguido.

Um casal homofóbico, que não entende e/ou respeita a diversidade dos humanos, não deve ser exemplo: deve ser é combatido!

Com educação, com informação e até com punição, pois esse tipo de discriminação é crime!!!

E justamente um negro vai falar uma abobrinha dessas! Justo o cara que teve ancestrais escravos que sofreram com a segregação e a discriminação (que existe até hoje) e esse mané vem discriminar gays???

Realmente… Hitchens estava certo ao afirmar que a religião envenena tudo o que toca!

Ela faz com que atos repugnantes sejam considerados atos bons e morais!

E ela faz com que coisas naturais sejam vistas como abominação, como pecado, como “algo errado”! 

Resumo da ópera

Foi um domingo perdido, mas pelo menos consegui o papel, que era o objetivo desse sacrifício (agora eu entendi o que significa realmente a palavra sacrifício!).

Acordei cansado hoje. Provavelmente por causa de tudo o que eu gostaria de ter dito e não disse.

Quando você conversa com um Testemunha de Jeová, quando discute com um pastor, etc, você esta tendo um diálogo, onde você rebate argumentos, refuta falácias, etc.

Mas ficar só ouvindo, e fingindo que aceita essas sandices é muito ruim.

E o pior: saber que têm pessoas que estão levando aquelas sandices a sério!

É frustrante, degradável e faz você perder o ânimo, pois é como a série The Walking Dead: não importa quantos zumbis você mate. Sempre virão mais!

E neste nosso caso é pior, porque os zumbis se reproduzem e geram nova prole zumbi, que só sabem ajoelhar, sentar, levantar, dar o dízimo e seguir seu “pastor”.

Infelizmente não verei um mundo livre dessa doença mental.

Mas farei de tudo pra plantar a semente da dúvida, da crítica, da razão, do pensar, etc, nesta geração.

Hoje, escrevendo esse texto eu entendi que a militância ateísta é necessária. Pois é a ação que gera resultados. Os moderados são inócuos quando a ideia é mudar esses status quo degradante.

É uma luta entre a luz do conhecimento e as trevas da ignorância, do dogmatismo, da alienação, do preconceito e que, assim como no ” The Walking Dead” ou no “300”, é a luta da minoria oprimida contra a maioria que oprime, muitas vezes sem querer oprimir, ou sem achar que esta oprimindo.

Uma maioria que elege governantes que ferem o estado laico, que não respeitam a diversidade sexual, liberdade religiosa, a liberdade sobre o próprio corpo, etc.

Uma maioria que, achando estar fazendo a vontade divina, luta contra os direitos de terceiros.

Hoje eu possui dizer que SOU ATEU e farei o que puder pra diminuir a força da religião ao meu redor.

Indianos se banham em fezes de vaca para previnir coronavirus

Quando você acha que a religião não pode mais ter surpreender…

“…Um grupo de homens de Hiriyur, na Índia, viralizou nas redes sociais ao publicar um vídeo em que o banho de fezes de vaca é tratado como forma de evitar o contágio do novo coronavírus.

Grupo de homens na Índia toma banho em fezes de vaca para se proteger do coronavírus - Reprodução/Youtube

Três homens e uma criança são vistos em uma tina de excrementos, defendendo que o mergulho no cocô da vaca os tornará imunes ao covid-19.

O vírus foi declarado epidemia pela OMS (Organização Mundial de Saúde) na tarde de hoje.

“Todo o mundo está apavorado com a epidemia do vírus letal”, diz um dos homens, em hindu, segundo tradução feita pelo jornal New York Post. “Se todos começarmos a tomar banho de excremento, vamos conseguir imunidade contra o vírus”, continua. …”

Fonte: UOL

Mulher é induzida pela mãe a acreditar em conspiração da máfia e “mundo estranho”

Veja o que a confiança cega em alguém (vulgo Fé) pode fazer com a vida de uma família.

Havia algo estranho na família de Pauline Dakin.

“Meu irmão e eu dizíamos: ‘O que você acha que está errado com a nossa família? Por que somos tão esquisitos?’ Mas esse mistério nunca era respondido.”

Os pais de Pauline, Warren e Ruth, haviam se separado quando ela tinha 5 anos, logo antes de ela começar a ir para a escola. Warren, um empresário de sucesso, bebia muito e ficava violento. Em determinado momento, Ruth não aguentou mais.

Pauline

Quando Pauline tinha sete anos, ela levou as duas crianças para passar as férias na cidade canadense de Winnipeg, a mais de 1.600 km de Vancouver, onde a família morava.

Chegando lá, Ruth disse aos filhos que não voltariam mais para a antiga casa.

“Não conseguimos dizer adeus (para as pessoas em Vancouver). Foi um rompimento abrupto dos relacionamentos”, relembra.

Quando ela perguntava a sua mãe por que tinha feito isso, nunca recebia uma explicação convincente. “Ela só dizia: ‘Sinto muito, não posso te dizer. Quando você for mais velha eu conto’.”

O mesmo aconteceu quatro anos depois – dessa vez, a família se mudou para New Brunswick, na costa leste do Canadá.

Apesar disso, a vida era normal para a família de Pauline – eles recomeçavam e construíam uma nova vida em uma nova cidade. Mas, por dentro, a garota se sentia confusa, ansiosa e em depressão.

“Eu sabia que algo ruim estava acontecendo. Não sabia o que era, mas sempre senti que havia algo terrível que não estava sendo dito”, afirma.

Familia antes das viagens

Suspeitas

Aos 11 anos de idade, Pauline já tinha frequentado seis escolas diferentes desde que perdera o contato com o pai.

E outro homem havia entrado na vida da família, um pastor evangélico chamado Stan Sears.

A mãe de Pauline tinha conhecido Stan em um grupo de apoio para famílias de alcoólatras – ele era um dos orientadores psicológicos, e ela o procurou quando enfrentava dificuldades com o alcoolismo de Warren e se preparava para deixá-lo.

Mas nas duas vezes em que a família de Pauline se mudou de repente, Stan coincidentemente se mudou para os mesmos lugares que eles.

“O que eu sabia era que independentemente do que estivesse acontecendo, Stan também estava envolvido”, diz Pauline.

Quando chegaram a New Brunswick, eles fincaram raízes. Em 1988, quando Pauline tinha 23 anos, ela havia se formado e trabalhava no jornal da cidade de Saint John, até que sua mãe telefonou com uma proposta inesperada.

“Ela disse: ‘Agora estou pronta para explicar todas as coisas estranhas que aconteceram na sua vida’.”

A família criou raízes na terceira cidade para onde mudou – mas as crianças deixaram para trás parentes e amigos sem se despedir

‘Coloque suas joias no envelope’

As duas mulheres combinaram de se encontrar diante de um motel no meio do caminho entre as cidades em que estavam vivendo. Quando chegou lá, Ruth colocou um bilhete e um envelope vazio nas mãos de Pauline.

O bilhete dizia: “Não diga nada. Tire suas joias e as coloque no envelope. Eu vou explicar, mas não diga nada.”

“Foi muito esquisito. Eu pensei: Quem é você? O que está fazendo? Mas fiz o que ela me pediu”, diz Pauline.

Quando sua mãe a levou a um dos quartos do motel, Stan Sears estava lá à espera delas.

Stan e Ruth disseram a Pauline que, nos últimos 16 anos, estiveram fugindo da máfia, e que a família virara alvo de criminosos porque seu pai, Warren, havia se envolvido com o crime organizado.

Ela não podia usar suas joias, disse a mãe, porque precisavam descobrir se elas tinham dispositivos de escuta.

Stan disse que tudo começou depois que ele deu conselhos a um chefe da máfia que queria deixar para trás a vida no crime. Quando a organização descobriu que o homem violou o código de silêncio, eles o mataram. Em seguida, foram procurar Stan, que provavelmente sabia demais.

Quando Ruth, ex-mulher de um criminoso, começou a trabalhar como secretária na igreja de Stan, ela também virou alvo.

“Eles me disseram que cada um de nós tinha alguém nos seguindo e nos vigiando à distância. E que tentaram me sequestrar, me envenenar ou me matar muitas vezes, mas essas pessoas intervieram para me manter em segurança ao longo dos anos.”

Além dessa força-tarefa aprovada pelo governo que os protegia, Stan explicou que também havia comunidades pouco conhecidas em algumas partes do país onde os que eram perseguidos pela máfia podiam conseguir proteção. Esses locais eram conhecidos como “o mundo estranho”.

Depois de anos como fugitiva, a mãe de Pauline disse que tinha decidido voltar a sumir do mapa e buscar proteção em uma dessas comunidades.

Stan já vivia em um desses locais, mas sua mulher não quis fugir com ele. Por isso, estava vivendo sozinho e trabalhando neste “mundo estranho” com seus agentes.

'Fico triste por mim e por meu irmão. Éramos crianças cujas vidas foram roubadas', diz a canadense

Ansiedade e medo

Stan e Ruth também disseram a Pauline que esta era sua chance de finalmente estarem juntos – eles estavam apaixonados havia muitos anos, mas nunca tinham conseguido fazer nada a respeito.

Pauline ficou em choque com a quantidade de novas informações. “Eu fiquei doente de medo e de tristeza, sentia que a vida estava se despedaçando ao meu redor”, diz.

Ela passou aquele fim de semana ouvindo as histórias de Stan e de Ruth, que explicavam muitas das coisas estranhas que aconteceram durante sua infância e adolescência, como a vez em que ela chegou em casa e encontrou a mãe jogando for a toda a comida da geladeira.

Stan disse que eles tinham sido informados de que alguém estava tentando envenená-los.

Em outro momento, a família foi fazer uma trilha durante a semana e dormiu uma noite em um chalé nas montanhas. Segundo Stan, havia pessoas atrás deles, por isso tiveram que se ausentar por cerca de dois dias.

Houve também o dia em que a família foi jogar boliche em vez de ir à escola, e o dia em que as crianças chegaram de casa e foram obrigadas a tomar banho, esfregando muito os pés, e tiveram que usar um saco plástico nos pés, por cima das meias, o resto do dia.

“Mesmo que soasse absurdo, as explicações faziam com que esses eventos esquisitos se encaixassem em uma narrativa de que éramos perseguidos.”

Cinco anos depois de ter ouvido a 'revelação' de Ruth e Stan, Pauline decidiu confrontá-los e descobriu as mentiras sobre sua vida

Dublês

Quando Pauline teve que ir embora do motel, Stan perguntou se poderia colocar um localizador no carro dela, para que “os homens do bem” pudessem segui-la e protegê-la. Ele também deu a ela um pequeno rádio para que ela sinalizasse caso precisasse de ajuda.

“Ele me disse: ‘Use só se a sua vida estiver mesmo em perigo, porque as pessoas vão arriscar as vidas delas por você’.”

Pauline voltou para a vida normal – a reforma que estava fazendo com o namorado em casa e sem emprego no jornal – mas tinha dificuldades em lidar com as coisas que havia descoberto. Ela tinha cada vez mais medo.

Ela sempre olhava para trás para ver se estava sendo seguida, deixou de ir a restaurantes por medo de ter a comida envenenada e planejava rotas de fuga de casa.

Enquanto isso, a história de Ruth e Warren ficava mais elaborada. E do “mundo estranho” chegaram as informações de que muitas pessoas não eram quem Pauline e seu irmão pensavam ser.

“Eles diziam que algumas das pessoas que eram próximas de nós na minha infância, que estavam no crime organizado, foram presas, mortas ou estavam desaparecidas – e foram substituídas por dublês”, conta Pauline.

“Às vezes o dublê era posto pelos ‘bonzinhos’ e outras vezes pelos ‘maus’. Então nunca se sabia 100% quem era.”

Segundo Stan, eles passavam meses estudando gravações para entender como se comportar como as pessoas que iriam substituir, e faziam plásticas e maquiagem para se disfarçar.

Pauline encontrava esses dublês de vez em quando. No dia em que seu irmão se casou, por exemplo, ela reencontrou o pai e a tia depois de anos sem vê-los. Mas os dois, segundo disseram a ela, eram dublês.

“Minha mãe ficou muito chateada no casamento, porque a irmã dela tinha que ser uma dublê. E ela ficava dizendo: ‘Olhe os dedos do pé dela, são exatamente os mesmos de Penny. Como é que se faz os dedos de alguém ficarem assim?’.”

Até a morte, Ruth acreditou nas histórias de Stan, mesmo depois que ficou claro que elas eram apenas delírios

Confiança

Mesmo cheia de dúvidas, Pauline sempre confiou em sua mãe e Stan. “Era uma história maluca e eu tive dificuldade em acreditar. Mas se não pudesse confiar neles, em quem confiaria?”, diz.

Aterrorizada e paranoica, ela decidiu abandonar tudo para viver em uma das comunidades do “mundo estranho” com sua mãe. Stan disse a ela que haveria trabalho e que ela estaria segura.

Ela terminou com o namorado, pediu demissão do trabalho, vendeu sua casa e se mudou com Ruth e Stan para Halifax, em Nova Scotia, uma província no extremo leste do Canadá.

Ali, eles esperariam a confirmação de que era seguro entrar no “mundo estranho”. Mas o momento adequado nunca chegava.

“Nos disseram (através de Stan) que a máfia desconfiava o que estávamos planejando e estava nos ameaçando. Ficávamos sempre à espera.”

Nessa época, no entanto, Pauline conheceu Kevin, que se tornaria seu marido e a quem contou os segredos. Ele se comprometeu a ir com viver com ela na comunidade.

Em 1993, cinco anos depois de ter ouvido as explicações de sua mãe e de Stan, Pauline decidiu que deveria confirmar se as coisas que eles disseram eram verdade.

Foi quando ela decidiu inventar que sua casa havia sido roubada – e escolheu um momento em que Stan estivesse visitando sua mãe.

“Liguei para ela e disse: ‘Alguém entrou na minha casa. O que eu faço?'”. Sua mãe respondeu: “Vou perguntar a um amigo nosso e ligo de volta”.

Stan tinha dito a Ruth e a Pauline que elas não podiam nunca ir à polícia para dar queixa das ameaças e das coisas estranhas que ocorriam em suas vidas – já que a polícia, segundo ele, não era confiável.

Ruth ligou para Pauline minutos depois, dizendo que não podia falar ao telefone e que a filha deveria ir encontrá-la imediatamente.

Quando chegou lá, Pauline ouviu Ruth e Stan dizerem que duas pessoas tinham sido presas na sua rua horas antes. Essas pessoas tinham fotografias dela em mãos, a estavam seguindo e buscaram coisas específicas em sua casa.

“Quando ela disse isso, eu percebi que era tudo falso. Porque ninguém tinha entrado na minha casa, eu inventei”, afirma.

“Nesse momento, eu soube que todas as histórias, as mudanças, os dublês, era tudo mentira.”

Especialistas consultados por Pauline dizem que Stan provavelmente sofria de transtorno delirante

Confronto

Quando Pauline confrontou a mãe, Ruth Dakin ficou chateada, mas não porque sua filha havia descoberto a verdade, mas porque, deixando de acreditar na história, ela ficaria exposta aos “perigos”.

Ao expor a situação para Stan, ele lhe disse que deveria ter havido algum tipo de erro no relatório sobre os homens misteriosos e que haveria uma investigação.

“Minha memória daquela noite é do quão triste ele estava. Eu não era mais como eles”, relembra.

Durante meses, Pauline e Ruth tentaram convencer uma à outra. Pauline dizia que Stan estava enganando Ruth, a mãe dizia que a filha estava cega. Elas nunca chegaram a um acordo.

Furiosa e decepcionada, Pauline decidiu retomar sua vida: entrou em contato com o pai, que estava doente e havia voltado a beber, e se afastou da mãe e de Stan.

A relação das duas nunca se recuperou por completo, mas Pauline diz que ter dado à luz duas meninas a ajudou a se recuperar do trauma. “Quando você tem filhos as coisas mudam, eles se tornam o foco do seu amor”, diz.

Ruth teve câncer em 2010, alguns anos após a morte de Stan, e viveu seus últimos nove meses com Pauline.

Ela nunca deixou de acreditar nas histórias do pastor. Nem mesmo quando, depois que ele morreu, pararam de chegar cartas do “mundo estranho” e também ameaças da máfia e mensagens cifradas de supostos colaboradores.

Ter filhas, segundo Pauline, ajudou-a a recuperar, em parte, o relacionamento com Ruth antes de sua morte

Mas o que mais incomodava Pauline era o fato de que Stan não parecia ser louco.

Quatro anos atrás, ainda tentando entender por que o pastor inventara tantas mentiras, ela leu um artigo médico sobre uma doença mental conhecida como transtorno delirante.

“Quando li o artigo, pensei: ‘Isso descreve Stan perfeitamente. Alguém que parece normal e é competente no trabalho, mas tem ideias malucas sobre certas coisas’.”

Ela contactou o autor do artigo, um psiquiatra de Harvard, que se entusiasmou com sua história.

Ele confirmou que Stan tinha todas as características de uma pessoa com o transtorno delirante. Outro pesquisador especialista confirmou o diagnóstico.

Encontrar um motivo por trás do discurso de Stan ajudou Pauline a se reconciliar com seu passado, mesmo que ela nunca tenha se recuperado completamente dos problemas causados pela rede de mentiras.

“Tive muita pena de minha mãe. Ela teve uma vida difícil e era vulnerável a Stan, por que ele era uma pessoa gentil e carinhosa.”

“Mas também lamentei por mim e por meu irmão. Éramos apenas duas crianças pequenas cujas vidas foram roubadas”, diz.

Pauline, que hoje é professora-assistente da Escola de Jornalismo da universidade canadense King’s College, transformou sua infância em um livro, chamado Run, Hide, Repeat: A memoir of a fugitive childhood (Corra, se esconda, repita: memórias de uma infância em fuga, em tradução livre).

Fontes: Terra , BBC, BBC, G1

Criança morre porque pais rezaram em vez de leva-lo ao hospital

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Vejam o que a religião dos pais fez com a vida desse garoto!

sethEste caso insólito remonta no ano de 2015, porém a acusação formal chegou apenas na semana passada.

Timothy e Sarah Johnson, um casal norte-americano residente em Plymouth, no estado do Minnesota, estão sendo acusados por assistência negligente devido a não terem providenciado os cuidados médicos necessários ao filho mais novo.

E ai começa a ignorância…

O filho adotivo de sete anos, Seth, desenvolveu uma pancreatite e uma septicemia aguda. Com receio em relação aos medicamentos que iriam dar à criança, os pais decidiram não a levar ao hospital.

Ficaram com medo dos medicamentos que dariam a criança para TRATA-LA!

Em março de 2015, o casal foi a um casamento fora da cidade e deixou Seth com o irmão mais velho, de 16 anos. Durante esses dias, o rapaz ligou aos pais para os avisar que o irmão não falava, nem comia. Mais tarde voltou a ligar, e disse que Seth já tinha comido uma taça de cereais.

E ai começa a insanidade extrema!

Quando o casal regressou a casa, no domingo, Seth encontrava-se deitado no chão. Perante esta situação, em vez de pedirem auxílio médico, o casal decidiu REZAR, na esperança que a criança ficasse curada.

facepalmO ‘New York Post’ conta que o casal fez uma pesquisa na internet e fizeram por si mesmos o diagnóstico a Seth, procurando por transtorno pós-traumático, danos no cérebro e síndrome alcoólica fetal, que havia sido provocada pelo consumo de álcool pela mãe durante a gestação.

Além de serem uns tontos, ainda quiseram dar uma de médicos e diagnosticar a doença do garoto pelo Google!

Às autoridades, Timothy e Sarah, disseram que preferiram esperar pela manhã do dia seguinte para tomar uma decisão em relação à ajuda médica. No entanto, quando acordaram encontraram Seth inconsciente e coberto de vômito.

Timothy tentou então reanimar a criança, enquanto Sarah ligou para uma ambulância. No momento em que o médico chegou à casa, nada pode fazer, pronunciando o óbito da criança.

Disse o procurador do Ministério Público num comunicado:

“Não conseguimos compreender como é que os pais deixam o filho doente ao cuidado do filho de 16 anos para passarem um fim de semana fora. Também não conseguimos compreender como é que os pais se recusam a voltar para casa no domingo de manhã quando tinham sido avisados do agravamento do estado de saúde do filho. Também não conseguimos compreender por que razão os pais não chamaram uma ambulância no domingo à noite”.

Gente… quando dizemos que “a religião envenena tudo o que toca”, alguns falam que estamos exagerando, “generalizando”, que só vemos o lado ruim dela.

Legal…

Qual é o lado bom da religião que vai compensar a vida dessa criança???

Não só dessa como a vida de muitas que morrem por causa dessas superstições milenares.

Quantas crianças deixaram de receber transfusão de sangue por causa de pais testemunhas de Jeová?

Quantos morreram manipulando cobras, por achar que sua fé lhes protegeriam?

Mais informações em New York Post

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